Tuesday, July 17, 2007

bolero de satã.

Você penetrou como o sol da manhã
E em nós começou uma festa pagã
Você libertou em você a infernal cortezã
E em mim despertou esse amor
Atormentado e mai de Satã
Você me deixou como o fim da manhã
e em mim começou esse angústia, esse afã
Você me plantou a paixão imortal e mal sã
Que me enraizou e será meu maldito final amanhã
E agora me aperta a aflição
De chorar louco e só de manhã
é a seta do arco da noite
Sangrando-me agora
São lágrimas, sangue, veneno
Correndo no meu coração
Formando-me dentro esse pântano de solidão.





bolero é brega né?
desde o dia que elis regina é brega.
um dia eu queria conseguir cantar essa música.


ah, alguns dias para a viagem.
:)
que delícia.

Monday, July 02, 2007

da sessão " alguns deveriam ouvir isso"..

now you say you're lonely
you cry the long night through
well, you can cry me a river
cry me a river
i cried a river over you

now you say you're sorry
for being so untrue
well, you can cry me a river cry me a river
i cried a river over you
you drove me, nearly drove me, out of my headwhile you never shed a tear

remember, i remember, all that you said
told me love was too plebeian
told me you were through with me

and now you say you love me well,
just to prove you do
come on and cry me a river... cry me a river

i cried a river over you

( Cry me a River, lindamente com o Caetano).

Saturday, June 23, 2007

live at pompeii

Cloudless every day you fall
Upon my waking eyes
Inviting and inciting me to rise
And through the window in the wall
Comes streaming in on sunlight wings
A million bright ambassadors of morning

And no one sings me lullabies
And no one makes me close my eyes
So I throw the windows wide
And call to you across the sky


Echoes Part One - Pink Floyd.


se fosse para escolher uma única banda, para sempre a melhor, sem a menor das dúvidas.

para sentir.

sexta-feira é um dia complicado.
misto da inquietude pelos dois dias que se seguem e o dever que nos espera por mais 24 horas comuns.

ato1:
estava eu, caminhando até o CT I onde tenho aulas às sextas, quando me veio um insight: olhei para a roupa que eu própria estava vestindo e, a ignorar o fato de que não prendi o cabelo em um longo rabo, de um lado só, a blusa roxa de manga morcego, a calça jeans desbotada esperando uma bainha há um ano e o allstar, voilà me senti "altos anos 80"..... mas foi por uma fração de segundos.

paralelamente a passarela em que caminhava, um ser irrompeu do espaço trajando um look bitchy-madonna em sua epóca mais trash-(like a virgin(claro, claro.). M-E-D-O.

ato2:
saí da aula e com amigos fui assistir ao Cheiro do Ralo, filme brasileiro, no Metrópolis. Constatei com poucos minutos de filme que já não aguento mais constatar nada, e resolvi esperar para ver. Não estava gostando da atuação teatral da mulher do rapaz, caras e bocas e não sei o que vai ali finge que pega um objeto e volta, à meia-luz; e da fotografia até que , quase findo o filme percebi que , as películas amareladas francesas são desse jeito para dar aquele ar de " que marravilha Parrí, hein Pierre?".. e nada tem de muito real, da capital cinza e chuvosa ( porque eu estou falando isso se eu nunca fui lá? enfin...). A fotografia era real, e o personagem bastante caricato também poderia ser real, por que não? Um colecionador, cujo escritório era um verdadeiro relicário trash, uma realidade possível, um babaca possível, dentre milhões de babacas os quais somos obrigados a aceitar no nosso dia-a-dia. Um desesperado, obcecado, enfim ( agora em português!).. um ser humano brasileiro, qualquer um, minha gente. Tava lá o problemas modernos todos inclusos.
Gostei, a trilha sonora é muito legal, ficava lembrando coisa dos mutantes o tempo todo.
E o Selton Mello tem se revelado um ator bastante versátil, deixando os papéis fracos e pastéis da tevê para o irmão.
E fizemos milhões de trocadilhos para o cheiro do rabo, verdadeiro subtítulo dessa história toda.
Diversão na tarde de sexta...
quem diria.

Thursday, June 21, 2007

o que em mim, faz de mim tão desigual.

tenho lido muita e pouca coisa, ultimamente.
digo isso porque deveria estar lendo "bibliografias"... mas estou nos textos ao acaso.
gosto de ler.
parece que o hábito me faz procurar nas entrelinhas qualquer coisa que me diga sobre o momento em que vivo, o que fazer, uma ajuda desesperada para sair do papel. qualquer coisa que se relacione, um link, aquela sensação de que tudo conspira para um determinado fim naquela semana: porque você conheceu uma pessoa nova, ou um novo conceito, e vê seu nome em todos os lugares, " como eu não havia percebido antes"..

parece agora que as letras convergem para um desenho maior.
então é hora de aguardar este texto,
a resposta.

Wednesday, June 13, 2007

sushi, champagne e petit gateau.

um tempão sem escrever e nem sei o por quê.
talvez porque interesse somente a mim, esta história de blog.
e não sei,, tanto se passou, e tanto em tão pouco tempo. assim mesmo, difícil de absorver.

hoje tenho uns sonhos diferentes dos passados, mas ainda sonho.

e tinha um encontro inteiro ainda para organizar, em um ano, e milhões de noites mal dormidas neste ínterim de vida - erea - vida.
e achei que tudo fosse voltar ao que eu chamava carinhosamente de 'normal'. E, para meu espanto, as coisas ficaram confusas e perdidas. Aí percebi, " porra, me perdi de novo".

Fico horrorizada com a mediocridade das pessoas, e essa coisa da vidinha banal que todo mundo consegue levar. Claro que não é todo mundo, mas assim, todos que fingem serem normais, e levantam todos os dias de manhã bocejando e cumprindo mais uma parte de sua rotina. E ignorando o fato que fazem coisas que não gostam, e se contentam com essa situação. Ah, o contentar-se!
Às vezes eu não vou à aula. Porque não. Porque existem milhões de idéias acontecendo no meu plano espiritualmente psicológico que os 'good-sleepers' não poderiam jamais entender.

É fato que meu dia se faz de horas que independem da rotação da terra, da claridade ou da escuridão.
Fato.
Fato é que também não entenderão se eu não cumprir o que esperam que eu cumpra.
Fato outro que não me importo mais com isso. Existe um limite para o sacrifício, e ganhos.

E... bem, aconteceu de existir alguém para viver isso tudo comigo.
E essa casualidade do dia ou da noite, me faz feliz, há não sei quantos doze meses.


obrigada por ontem.
te amo.

Thursday, November 09, 2006

sumpaulo

l.i.n.d.o.

ah, são paulo.

porque depois da bienal e das lindas e instigantes exposições que fui.. a cabeça cheia de idéias boas.. mistura complexa de arte, sonho, música e vontade.


"se
nem
for
terra

se
trans
for
mar"

pauloleminski.



ai, concretismo =~
projetos.

Monday, October 02, 2006

.:. empty boat


From the ocean to the bay
Oh, the sand is clean
Oh, my mind is clean
From the night to the day

Sunday, September 10, 2006

viajar faz bem II




Impossível dissociar Florianópolis de zilhões de sonhos e momentos.
Quando eu me conformei com essa antiga realidade quase opaca, percebi o quão imatura eu era, e que, graças a algum deus, me fez perceber o quanto minha ilha capixaba ainda tem a oferecer.
com certo esforço, e muitas lágrimas, abracei.

digamos que ir para Floripa e ficar uma semana nunca vai ser suficiente. Porque mesmo sendo o dia-a-dia extremamente semelhante, o de acordar tarde e beber cerveja em botecos até que o dinheiro acabe, é uma aventura sem igual.

ou sou eu, que gosto de amar em extremos sem razão alguma,
pra ver beleza em tudo mesmo.

cause I just can't get enough.
I just can't get enough.

viajar faz bem.

eu não tenho blog cheio de melancolias,
porque estas são bonitas ouvindo blues e bebendo vinho à noite.

pena eu, não poder ter tais melancolias com mais frequência...
resolvi absorver o que há de terno, gentil, e doce dos sorrisos desconhecidos entre as ruas, do vento que bagunça o cabelo, nas caminhadas matinais, tão cotidianas e nem por isso menos surpreendentes.

eu aspiro os detalhes,
e até mesmo os minúsculos segundos de euforia ao entrar no ônibus
que ao saltar, percebo que mais um dia estará por vir.

e ir e vir
e indo e vindo
percebo que não há espaço para tanta dissintonia.
já que o presente nos faz presos nestes mesmos pequenos êxtases..
que somados, em conjunto, transformam nossa realidade em uma coisa cada vez mais linda, se quisermos escolher assim.

Tuesday, August 08, 2006

velharias - parte 1


ressucitando velharias perdidas de não importa quando , onde , nem por quê.

.:.

vamos entender a figura,
o pedaço do fim
e do começo
desconstruí-la em mosaico
colar sentimentos ao contrário
jogá-la em dadaísta saco.

Quase pronta,
façamos de tal quebra-cabeça
um uníssono palco
de reações, movimentos, cor

ato, luz e talco
sem cometer o mesmo ato cômico

e fálico


.:.

não cabe um suspiro no meu quartopanos jogados, pontas de lápis,livros no chão
eu tenho a preguiça maior do mundoa de acordar cedo
eles se perderam no meio de tantas tralhas,os medosacho que morreram sufocados com o mofo.
mas pra quê dar ordem ao caos?
se eu já nem sei onde se encaixamas gavetase onde estavam todos esses papéis.


.:.

eu e o cheiro só teu
dois segundos repletos de empatia
já penso demais, nem sei se devia
mas eu, quero esse cheiro só teu
para mim
(quase) todo dia.

.:.

"velho vagão,
velho vagão vazio"..

.:.

"1991, 1992, 93, 94, repete."

Monday, July 10, 2006

it's down to me

under my thumb.


faltam poucos dias pro ENEA!!!!

Monday, July 03, 2006

no momento possuo um calendário com todos os trabalhos que eu preciso entregar até sexta, 14 de julho.

são muitos.
vai dar tempo ( incrível mudar a relação/noção de tempo)

e cada dia é um alívio.

Sunday, June 25, 2006

dear fernanda ( faltam algumas horas);


dois dias
uma mistura de Dear Wendy,
com Guns of Brixton versão do Nouvelle Vague,
e She's not there do The Zombies.

tá bom, e cappuccino gelado.

perfeito.



( e de pensar a esbórnia que vai ser quando a Dona Fernanda chegar...)

Tuesday, June 20, 2006

$#%#$!

que porra.

não saber fazer maquete e constatar isso 3 horas da manhã é o supremo do ódio para mim.


PORRA.


porra.

Sunday, June 11, 2006

.:. le désert

Oh mon amour, mon coeur est lourd
Je compte les heures, je compte les jours
Je voudrais te dessiner dans un désert
Le désert de mon coeur


émilie simon - le désert

muito bonitinha.


continuo achando as coisas bonitas.

Sunday, June 04, 2006

bonita.

"

Bonita
Pra que os olhos do meu bem
Não olhem mais ninguém
Quando eu me revelar
Da forma mais bonita
Pra saber como levar todos
Os desejos que ele tem
Ao me ver passar
Bonita


Hoje eu arrasei
Na casa de espelhos
Espalho os meus rostos
E finjo que finjo que finjo
Que não sei "

Friday, May 26, 2006

c'est vrai.

Clara dit
l'ennui, ça devrait être interdit
Elle dit : j'veux vivre dans une comédie
Dont l'action sans cesse rebondit
J'veux qu'tout le monde rit
Clara vit l'amour
Le vrai c'est pour toujours
Elle dit on n'en fera jamais le tour
Même toute la vie, même tous les jours
C'est trop court


(Clara veut la lune, Alain Chamfort)

.:. um, dois, três, quatro.

frio, cinzas, churros quente.

eu precisava mesmo daquele abraço, Luísa.

eu vi as crianças do congo e senti uma vontade imensa de chorar, nem por emoção, mas por saudosimo, umas imagens e frases que me vieram à mente.
invariavelmente, eu não consigo esquecer muitos momentos..... quando eles vêm.. você já viu.

a gente promete tanta coisa, né? e faz tantos planos. Eu ainda acho isso muito bonito, e nem quero mudar. Menina...
Velha pra umas coisas e tão nova para outras. E tão fatalista!

Ao menos, aprendo.
Quero aprender para poder falar e ser ouvida.

Para poder ganhar um abraço de vez enquando.

Destes que você me deu hoje, eu preciso tanto esses dias.